Dar ou não dar? Eis a questão

Me pego aqui em pleno 2017, numa época que posso falar ao telefone vendo a cara do sujeito, dar um google para qualquer assunto, e a pergunta que ainda assombra muitas mulheres é: devo ou não dar no primeiro encontro? Senhor, como vou saber? São tantas variáveis.... Brincadeiras a parte e agora falando sério. Esta pergunta me entristece muito e acho fundamental nos questionarmos sobre alguns pontos que envolvem a questão (ou falsa questão). Primeiro, quando fazemos esta pergunta não estamos ouvindo o nosso desejo, estamos tentando, quase como videntes, saber o que fará aquele macho "so fucking special" nos escolher para permanecer ao nosso lado. E pior ainda, achando que uma troca de carinho íntima pode fazer alguém se afastar. Nesta parte já fico tensionada, pensando: então nunca somos NÓS que escolhemos e sim nossas condutas que levam alguém a nos escolher. Tá certo, nascemos para ser cortejadas, tiradas para dançar, buscadas em casa, por isso devemos estar sempre prontas para agradecer e segurar nosso Salvador. Só que não. Segundo ponto. Cada vez que repetimos esta pergunta estamos perseverando um daqueles valores que passam de geração a geração como verdades absolutas e, geralmente, repetimos sem nem ao menos questionar. E por que não questionamos? Pela força que estas verdades adquirem socialmente, passando a fazer parte de uma espécie de código de conduta social. O importante é, em algum momento, parar para refletir e questionar: tenho desejo por esta pessoa que estou me relacionando? É este o meu momento de ir além? Último ponto e não menos importante: Somos nós, mulheres, que empoderamos deste jeito os homens com quem nos relacionamos. Colocamos neles a solução dos problemas para nossa vida e solidão e, por vezes, lhe damos até o poder de constituir nossa identidade. Sabe quando sentávamos em um banco em uma reunião dançante e esperávamos alguém nos tiradas para dançar? Este é o momento ideal para quebrar ou não perpetuar valores como estes. Pode parecer um gesto pequeno, quase nada, porém, são nessas situações, tão simbólicas e singelas, que conseguimos buscar alguma equidade nas relações e, assim, priorizar nosso desejo ou mais que isso, nossa identidade. Então, quando você for decidir precipitadamente sobre transar ou não com aquela pessoa que conheceu e gostou, pare um pouco e pense: O que eu quero? E mais, será que preciso definir isto antecipadamente? O mais importante em momentos assim é saber reconhecer aquilo que funciona para ti e como ser o mais feliz e plena possível. Desta maneira você garante a sua parte, porque resto é com ele.

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