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E os namorados como estão?

13/07/2017

Esta é uma pergunta bem simples e tão inofensiva que geralmente é feita por aqueles que mais te amam, certo? Só que não. Você já parou para pensar o quanto esta simples frase representa a sociedade patriarcal em que estamos inseridas? Explicamos melhor: esta pergunta, que geralmente soa como cobrança, traz consigo a ideia de que uma mulher só fica completa ou feliz se está casada ou namorando. É uma simples pergunta, mas pode causar à mulher uma enorme sensação de inadequação.
Até aqui estamos direcionando nossa lente às mais jovens. Mas vamos aumentar a complexidade. E, se a inquirida for divorciada? Neste caso, entramos em outra seara, bem mais complicada. Se ela se separou já teve uma chance e a perdeu. Pior ainda. Além de perder essa chance e ser feliz para sempre, como em final de novela, deve ter algum problema, porque de lá para cá nada aconteceu.  Coitada...
Desafiamos quem nunca viveu ou presenciou situação parecida. Trata-se de um exemplo concreto do quanto reforçamos costumes e conceitos que nos oprimem há séculos. 
Será mesmo o acasalamento o único caminho para felicidade? Ou será essa uma prática necessária para manutenção da nossa organização social que ainda coloca a mulher em posição inferior ao homem, como eterna coadjuvante na vida.
Para piorar a situação daquelas que optam pela carreira solo, temos um rol de adjetivos utilizados para explicar comportamentos e criar estereótipos que colam mais do que fita adesiva dupla face:  
- Ela sempre foi difícil, assim nunca vai ter um homem.  
- Bem que eu percebi que ela anda de mau humor, não tem namorado há séculos! 
Por que diabos nosso humor tem a ver com namorados? 
Ponto dois, e não menos importante: E se a mulher em questão namora outra mulher? O que responder aos que insistem em perguntar sobre sua vida afetiva em qualquer aniversário ou festinha de família:
- Tenho uma namorada, titia, e estamos super bem e felizes. 
Escândalo no churrasco de domingo. Por que será que estas perguntas seguem partindo de premissa equivocadas, de que as relações heterossexuais são as únicas no mundo? 
Mas não vamos entrar em demais formatos de relação porque não é este o objetivo principal deste texto. 
Nossa intenção aqui é propor uma reflexão a respeito de velhos hábitos despretensiosos que trazem consigo uma enorme carga de pré-concepções, dificultando o rompimento com padrões para lá de preconceituosos.  Por isso um salve para aqueles que estão dispostos a enxergar beleza e entender o valor das mulheres que decidiram ser donas das suas vidas, negando-se a seguir roteiros pré-estabelecidos. E um salve ainda maior para quem consegue realmente ver, não só olhar, a singularidade de cada mulher.

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